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29.9.04
Pretendo nesse post dar uma pequena varrida no que já vi no Festival do Rio deste ano, porque como já foi dito em anos anteriores, o Rio é mesmo coisa de cinema! :) E você que ainda não foi, lembre-se: é "cinema da cabeça aos pés"! :)
Um vazio em meu coração: O Rio Show recomendou, não sei se o bonequinho viu, mas eu não gostei. Assisti esse filme antes do início efetivo do festival nas sessões fechadas do Festival. E acho que ninugém naquela sessão gostou. É uma bizarrice que conta a história de um rapaz só, oprimido, e do pai e um amigo que fazem filmes pornôs caseiros dentro de casa. Uma lavação de roupa suja nojenta, porque ainda por cima apela pra escatologia (apenas para comentar uma cena... De comum acordo, um dos atores VOMITA dentro da boca da atriz pornô e todos ainda acham tudo muito engraçado!). Um nojo!
Olhos que não vêem: Um filme até meio despretencioso que contam histórias de personagens, histórias humanas, que tem como pano de fundo os fatos políticos que levaram a queda do presidente Fujimori no Peru. Muito legal, quem gosta de personagens humanos, não pode perder.
Um dia sem mexicanos: Um belo dia, todos os hispânicos somem da Califórnia, que ao mesmo tempo fica absolutamente incomunicável com o resto do mundo. Obviamente, tudo torna-se um caos e a história se desenrola a partir daí. É engraçadíssimo e a história é muito bem construída, e mostra uma dura realidade pros americanos: que eles necessitam da comunidade latina para se manter.
Kill Bill - Volume 2: Não tinha achado grandes coisas no Volume 1. E o Volume 2, por si só, também não o é. Mas eu acho que juntando as duas histórias é um roteiro genial. Vai entrar em grande circuito em breve, não percam!
Má educação: Uma história envolvente, emocionante, bem construída e porque não dizer, divertida. O bom Almodóvar de sempre, num universo que ele retrata como ninguém: viado, drogado e maluco. (Não entendam viado como uso pejorativo para descrever a homossexualidade, até porque eu não tenho nenhum motivo pra isso).
Whisky: Dos 6, o mais fraco. A história é até bonitinha, abre um sorriso em alguns momentos, mas se você me perguntar qual o argumento do filme... Não sei te responder. E isso torna o filme ruim. Embora a história seja até bonitinha, liga o nada com o coisa nenhuma... Parece-me desprovido de moral, a história simplesmente não se auto-explica. Você entende o filme todo, mas se você pensa um pouco, vai sair se perguntando: qual o sentido disso?
Bom... Resumidamente é isso o que vi. Semana que vem quero dar um passeio pela Mostra Gay, que ficou concentrada na segunda semana do festival.
Postado
por João [eDDiNhU] às 21:25
Tá boua, bunita? Tá gongada?
26.9.04
Você está no G-5 do Shopping Tijuca (para quem não sabe, é a última garagem, que já é até descoberta, na cobertura do shopping). Quando o elevador chega, o acessorista fala: DESCE!
Então
a) O acessorista é burro.
b) O acessorista é burro e acha que você é tão burro quanto ele.
c) O acessorista é inteligente mas só está acostumado a lidar com gente burra.
d) É hábito do acessorista informar quando a porta abre e ele nem percebe que dali só pode descer.
e) N.R.A.
Seu voto aí embaixo. Deixe sua opinião.
Postado
por João [eDDiNhU] às 13:23
Tá boua, bunita? Tá gongada?
24.9.04
Eu estou explodindo. Estou num estágio cíclico que me sinto dando voltas e voltando ao mesmo lugar. Como se estivesse preso num beco sem saída. Estou desmontado, completamente desmontado por dentro e começando a desmontar por fora também. E não faço a mais remota idéia de como começar a catar os cacos. Sinto-me só! E só não somente porque estou um pouco distante dos meus amigos, extremamente atarefado que estou (não só eu, como eles também). Mas sinto-me só por não ter ninguém ao meu lado. A brincadeira que o Lucas fez no comentário de pegação no blog, que me garantiram um dos parcos momentos de risada minha essa semana, não deixa de ser uma leve verdade. Mas não que seja pegação... Sinto-me só porque não tenho ninguém ao meu lado pra canalizar as minhas energias de maneira adequada. E sem luz nenhuma no túnel, nada que possa me garantir que não vou explodir de vez.
Na terça-feira eu quase entrei em parafuso. Três trabalhos e 2 provas marcadas no mesmo dia com entrega (ou data de prova, no caso das provas) menor que uma semana. Eu só não fui trancar matéria naquele dia porque o prazo já tinha se encerrado 4 dias antes. Não estudei, não sei se vou estudar. E foda-se. Comprei ingresso do Festival do Rio pra sábado, domingo e segunda, véspera inclusive de uma das provas e isso vai tomar quase todo meu tempo livre. E daí?
Não consigo ter tesão em coisas que me faziam bem, como o francês. Não estou com saco nenhum. A prova e semana que vem... E a cada vez que pego algo pra estudar fecho 2 minutos depois me prometendo que amanhã vou fazer. E não faço. Não faço porque não consigo.
Não tenho tempo nenhum pra mim. Não consigo sequer descansar. O pouco tempo que o tenho me foi tomado pelo baile funk que se iniciou aqui perto alguns meses atrás. Para quem ainda não sabe, o volume do baile no meu quarto é mais alto do que o volume que escuto minha televisão habitualmente. Pra dormir é uma beleza. E não bastasse o baile ser sábado pra domingo até 6 da manhã, de domingo pra segunda vai até 4, 5 horas da manhã. E eu tenho aula às 9h, num lugar que eu preciso sair 7h40 pra chegar na hora. Dormir pra quê, não é?
Não tenho tesão nenhum. Não tenho vontade de fazer sexo. A estafa me bate antes. Tenho medo, como se estivesse me atirando de um precipício. E repito, não tenho nenhuma perspectiva que isso vá melhorar. Como mudar isso? Como sair desse ciclo? Sei lá! Tá foda! Está muito duro de agüentar. Eu choro, choro sozinho, choro em qualquer lugar, seja na barca, seja dentro da faculdade, seja em casa, disfarçando para ninguém perceber e não piorar meus problemas.
Torcendo para que tudo dê certo, mas sem nenhuma esperança de que vá dar. Já diziam que quando há esperança, há vida. Mas a minha vida já se foi... Por que ter esperança?
Estou triste, estou puto, estou amargo, estou estúpido. Não estou bem comigo mesmo. Cadê minha alma? É só o que quero recuperar.
Postado
por João [eDDiNhU] às 21:29
Tá boua, bunita? Tá gongada?
23.9.04
Vocês acham certo você receber um "vá se foder você também" porque alguém pediu pra mandar uma terceira pessoa se foder e você se recusar a fazer isso? Com um agravante: além do pedido absurdo, você ainda nem sabe os motivos!
Pra quem fez... O erro né?
Saiba que tô puto!
Postado
por João [eDDiNhU] às 00:09
Tá boua, bunita? Tá gongada?
20.9.04
Eu ando a fim de gongar muita gente e muita coisa...
E um minuto pra propaganda institucional: se você é uma pessoa interessante, estiver solteira e quiser conhecer um cara legal, é só falar comigo! :) Meu MSN e e-mail no perfil aí do lado esquerdo.
Postado
por João [eDDiNhU] às 23:42
Tá boua, bunita? Tá gongada?
15.9.04
Sempre que alguém pede pra te esperar um minutinho, você acaba tendo uma longa espera, é ou não é?
Hoje me pediram um minutinho no MSN, lembrei disso e resolvi perguntar. Vamos tentar estabelecer uma medida?
Pra você, um minutinho vale quantos minutos?
Opiniões clicando aí embaixo, tá bunita?
Postado
por João [eDDiNhU] às 21:57
Tá boua, bunita? Tá gongada?
13.9.04
Ontem eu vi o tão falado filme "A Vila". Francamente, não tem absolutamente nada, PN a ver com o "Sexto Sentido". Nada, nadinha... Não dá nem pra fazer nenhum paralelo. Quem fez tá viajando na maionese. O filme é absolutamente bobo. Bobo demais. O filme, por si só, é um grande lixo. O mais interessante são as mensagens que vem por trás. Fui com Cadu, Pedro e Dudu... E discutindo eu cheguei a conclusão que este filme é um filme americanos comunista subversivo.
Não quero comentar mais nada pra ninguém ficar puto. hehehe
E pra quem não viu ainda a história do mamute... Veja:
http://planeta.terra.com.br/arte/nokiahits/backup/mamu.html
Postado
por João [eDDiNhU] às 18:25
Tá boua, bunita? Tá gongada?
12.9.04
Left Outside Alone - Anastacia
[INTRO:]
All my life I've been waiting
For you to bring a fairy tale my way
Been living in a fantasy without meaning
It's not okay I don't feel safe
I don't feel safe..
Ohhh..
[V1]
Left broken empty in despair
Wanna breath can't find air
Thought you were sent from up above
But you and me never had love
So much more I have to say
Help me find a way
[CHORUS]
And I wonder if you know
How it really feels
To be left outside alone
When it's cold out here
Well maybe you should know
Just how it feels
To be left outside alone
To be left outside alone
I tell ya..
All my life I've been waiting
For you to bring a fairytale my way
Been living in a fantasy without meaning
It's not okay I don't feel safe
I need to pray
Why do you play me like a game?
Always someone else to blame
Careless, helpless little man
Someday you might understand
There's not much more to say
But I hope you find a way
[CHORUS 2]
Still I wonder if you know
How it really feels
To be left outside alone
When it's cold out here
Well maybe you should know
Just how it feels
To be left outside alone
To be left outside alone
I tell ya..
All my life I've been waiting
For you to bring a fairytale my way
Been living in a fantasy without meaning
It's not okay I don't feel safe
I need to pray
Ohhh. Pray...
Ohh.. Heavenly father..
Save me.. Ohhhh..
Whoaooooaoooooo
[CHORUS 3]
And I wonder if you know
How it really feels
To be left outside alone
When it's cold out here
Well maybe you should know
Just how it feels
To be left outside alone
To be left outside alone
[OUTRO]
All my life I've been waiting
For you to bring a fairytale my way
Been living in a fantasy without meaning
It's not okay I don't feel safe
I need to pray...
Postado
por João [eDDiNhU] às 03:47
Tá boua, bunita? Tá gongada?
9.9.04
Eu estou muito, mas muito preocupado com um grande amigo meu. E o que aperta o coração é se preocupar com os amigos e estar praticamente de mãos atadas, por não poder fazer muita coisa pra ajudar... E isso me deixa agoniado...
Postado
por João [eDDiNhU] às 21:57
Tá boua, bunita? Tá gongada?
8.9.04
Ontem, feriado da independência, à noite, fui ver "Olga", tão falado filme brasileiro que está nos cinemas. Tem a intenção de contar a história de Olga Benário, que como todos sabem, era uma comunista que se apaixonou por Luis Carlos Prestes e, judia, foi deportada para a Alemanha de Hitler e morreu num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.
Bom, o filme começa mal, muito mal. Até quase a metade dele, o filme é muito ruim, de péssima categoria, e fica numa passivação só contando a história de Olga criança e cai na pieguice quando trata de todo o tempo que Prestes e Olga passam juntos. Sem falar que boa parte da produção do filme é absolutamente tosca, como cenários, como pessoas falando numa língua e tendo a resposta noutra e todo mundo se entendendo, discursos em português na União Soviética misturada com cânticos comunistas na língua original, pessoas na Alemanha conversando em alemão e quando Olga interrompe a conversa começa a ser falado português... Enfim, uma grande salada de frutas que prejudica o filme.
O filme começa a ficar redondinho (mas não chega a 100%) do meio pro fim, quando Olga e Prestes são presos e a história se desenrola. O resultado final, francamente, não agradou. Nem a mim, nem ao Cadu, que me acompanhou no filme. O filme é mediano e nada além disso. Se você tiver coisa mais interessante, sugiro que não perca seu tempo para ver Olga. Assista só se tiver à toa sem nada pra fazer.
OBS.: Vale registrar: quando ia ao cinema, ganhei no caminho dois exemplares da Folha Universal do mês de agosto. Quanta bizarrice. Para quem por acaso não conhece, este jornal é editado pela Igreja Universal do Reino de Deus. E é uma ode ao Crivella, a programação da Rede Record e visões esquisitas da política nacional e de fatos do cotidiano (com segundas e terceiras intenções pra quem acompanha a corrida eleitoral no Rio de Janeiro). Mas o pior de tudo é uma coluna em que as pessoas mandam cartas pro bispo pedindo conselhos. Francamente: várias coisas eram melhor estar em seções médicas ou nem serem publicadas. E o bispo se mete a sabichão e responder tudo. Ninguém merece!
Postado
por João [eDDiNhU] às 22:16
Tá boua, bunita? Tá gongada?
6.9.04
Neste domingo saiu também uma reportagem no jornal O Globo sobre a sinalização na cidade do Rio de Janeiro. Melhor, sobre a precariedade da sinalização. O método da reportagem foi genial. Chamaram um repórter da sucursal de Brasília, que nunca havia dirigido no Rio de Janeiro e que não está familiarizado com a cidade. E deram para ele 4 roteiros que poderiam ser percorridos por executivos ou turistas. Ele levou 7 horas e meio pra fazer o percurso. Comparativamente, mandaram um motorista do jornal, no mesmo dia, percorrer os mesmos roteiros. Resultado: o motorista, que sabe os caminhos, levou 3 horas e meia e percorreu 40 quilômetros a menos.
Tudo isso deveu-se a péssima sinalização viária que levou o repórter a caminhos errados ou mais longos. Foi uma constatação do óbvio. Infelizmente aqui no Rio de Janeiro, com grande vocação turística, estamos despreparados para recebe-los. Não há a mínima sinalização de pontos turísiticos (mesmo nos locais de grande concentração deles), as placas indicativas de direção no trânsito são sempre muito em cima, o que leva a quem não conhece o caminho a fazer barbeiragem pra entrar no lugar certo, enfim... Um horror!
Eu sei disso porque minha mãe é uma eterna perdida. Ela leva muito mais tempo que eu para chegar nos lugares, porque ela não anda muito pela cidade. E é triste que seja assim. Isso é queimar dinheiro da economia da cidade. Uma maluquice!
Postado
por João [eDDiNhU] às 18:32
Tá boua, bunita? Tá gongada?
Fim de semana prolongado... Feriadão da Independência... E eu sem fazer muita coisa... Sábado a Bunker com o Cadu e a Samanta furou e ficamos de papo pela madrugada no MSN. E assim foi o domingão, calmo, tranqüilo, durante o dia só saí pra ir ao mercado. E agora a noite sim, um pouco mais animado, porque fui a Le Boy com o Cadu, Pedro, Silas, Maurício e era pra ter ido com o V. mas ele esqueceu a identidade e foi barrado... Eu não acreditei quando pediram a identidade e ele disse que não trouxe!
Bom, a noite foi péssima... Além dessa chateação, a Le Boy estava insuportavelmente quente e cheia. Desde as lendárias sextas free de 2001, que eu não via a Le Boy tão quente. Mas dessa vez a gente viu algo que não é habitual na Le Boy, mesmo quando está muito cheio. O ar condicionado estava desligado. Chegou uma hora que eu tava passando mal de calor, me sentindo sufocado (às vezes precisando puxar a respiração pela boca)... Por isso eu saí cedo com o Cadu e com o Pedro, às 3 da manhã. Detalhe: ainda havia muita fila do lado de fora pra entrar. Isso eu realmente nunca vi.
Além disso, vale registrar, a música estava péssima. Muito ruim mesmo. Contava-se nos dedos as músicas boas que tocaram. De bom mesmo, só o show da Rose BomBom que foi engraçado e a companhia dos amigos... O que seríamos de nós sem amigos? Uma homenagem aos meus amigos e o meu muito obrigado por eles estarem sempre ao meu lado! Vocês salvaram minha noite!
Aliás, falando em Le Boy, vocês viram que a boate vai promover um debate com os candidatos a prefeito convidando-os a falar sobre a política para a população homossexual? Saiu no Ancelmo Gois deste domingo, n'O Globo. Será no próximo dia 21. Obviamente alguns candidatos não vão aceitar e provavelmente isso se tornará palanque para os candidatos nanicos. Mas que seria engraçado ver, por exemplo, o bispo Marcelo Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus, dentro de uma boate gay, explicando sua política para nós... Que saia justa, hein? rs
Postado
por João [eDDiNhU] às 03:55
Tá boua, bunita? Tá gongada?
1.9.04
Calma, apesar de muita gente querer, vaso ruim não quebra e eu ainda não morri. Mas as aulas começaram e aí vocês já sabem né? Aquela sumida bááááásica! Mas de vez em quando a gente aparece pra contar as novidades... Esse é o período mais difícil de todo o curso, tem as matérias mais foda... Vamos torcer pra dar tudo certo...
Mas o que eu vim falar mesmo é a impressionante cena que vi hoje. Dois caras resolveram assaltar um carro em frente ao primeiro batalhão da polícia militar. A bandidagem está mesmo perdendo o respeito. Avisaram e fecharam o trânsito. E eu dentro de um ônibus só passa vários e vários policiais armados... Todo mundo do ônibus levando um susto... Pegaram os ladrões e prenderam... Mas em frente ao Batalhão é demais, não acham?
Postado
por João [eDDiNhU] às 21:24
Tá boua, bunita? Tá gongada?
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